Nova
ortografia: um lembrete aos falantes da língua portuguesa
Vivenciamos
a adaptação à nova ortografia desde 1.º de janeiro de 2009, período que se
estende a 1.º de janeiro de 2013. Quatro anos de ajustamento ao que se propôs
em língua portuguesa, quanto às novidades e mudanças em relação apenas à
palavra escrita e do ponto de vista ortográfico, o que se estende a todos os
países lusófonos. Não estamos inocentes de que essa nova prática ortográfica
teria um tempo determinado para adaptação, e de que, terminado esse prazo,
entra em vigor o acordo que atravessou, para discussão e aprovação, toda a
década de 90 e quase uma década do século atual.
Desse
modo, lembrem-se todos que, em prova de qualquer natureza, documentos oficiais,
textos jornalísticos, jurídicos, entre outros, em língua portuguesa, do próximo
ano em diante, serão elaborados segundo essas novas regras ortográficas. A
insistência ou resistência em manter tradição linguística implicará erro
gramatical, o que redundará em prejuízo àquele que persiste em não aceitar as
mudanças que, de certo modo, revelam o dinamismo inerente a toda língua viva.
Só
para lembrar: dobram-se o –S e o –R se estes forem seguidos de vogal como em
ultraSSonografia e ultraRRomântico, neoSSimbolismo e contraRRegras. Não se
escreve mais lingüiça, e sim, linguiça, embora essa iguaria brasileira continue
a ser a pedida em nossos barzinhos populares. Não se escreve zôo, abreviatura
de zoológico, mas zoo, sem o circunflexo, mesmo que lá estejam animais e que
deles não judiemos e os respeitemos. Não se escreve crêem, mas creem, embora
crenças continuem. Não é para se escrever feiúra, mas feiura, apesar de que, quem
amar ao feio bonito este lhe pareça. Não se escreve alcatéia, mas alcateia,
coletivo de lobo, mesmo havendo lobos em peles de ovelhas. Colméia passa a ser
colmeia, mas a vida pode ser doce. Tramóia passa a tramoia. Coisa feia!
Deixe-se disso!
E
heróico, ah, esse é a cara do povo brasileiro! E passa a ser heroico. Pura
feição do nosso povo que dá brados retumbantes... Apesar de tudo...
Querida
platéia, ou melhor, querida plateia, voltaremos na próxima com mais
informações. Até lá, com mais uma odisséia da língua portuguesa. Opa! Com mais
uma odisseia da língua portuguesa.
Ah!
Não esqueçam: 1.º de janeiro de 2013, todos a escreverem segundo a nova
ortografia. E sem paranóia!
Pedro Pernambuco. Pseudônimo de Simão Pedro dos Santos, professor da Universidade Severino Sombra Vassouras - RJ. e do Centro de Estudos Integrados - Barra do Piraí - RJ. Apresentador do Programa Rodas musicais e outras conversas, aos domingos, a partir das 9h, com repetição às 17h.