Cinquenta vezes mais... Nova
ortografia
Senhores,
Ainda uma vez estamos aqui para
tratar das mudanças ortográficas que a 1.º de janeiro de 2013 entram em vigor.
Não esqueçamos!
Com a devida exceção, -K, -W e -Y
não são usados para nomes próprios, como é comum à Kamilla (se há como escrever
Camila); Wânia, (se há como grafar Vânia); e Yvan, (se há como escrever Ivan).
Por favor, senhores tabeliães, há correspondentes em português para
substantivos como esses.
Expliquemos: -K, -W e -Y, tão
presentes em nossa língua, são usados na escrita de símbolos e unidades de
medidas. Nesse caso, -K será útil para mencionar, por exemplo, km, kg, kl
abreviados, mas se escritos por extenso, deverão aparecer dessa forma:
quilômetro, quilograma e quilolitro.
-W interessa a abreviações como
watt (usado em áreas como a da eletricidade).
-Y pode indicar, universalmente, na
tabela periódica, o elemento químico o Ítrio (escrito assim, em português).
No entanto, fiquem atentos: nomes
próprios de origem estrangeira que não têm correspondente em português deverão
se manter. Desse modo, William, não é Ulian; Washington, não é Uóston e
Wellington não é Ueliton. Por favor, show se escreve assim, playboy, idem e
kung fu, também.
Quem aguentará alguém que não se
adapte às novas regras? Consequentemente, não aceitem em seus escritórios
secretárias bilíngues que não se expressem em bom português. Meu Deus! Como
será o inglês de alguém que não sabe minimamente seu idioma? Essa é a nossa
arguição, essa é a razão da defesa de nossas ideias. E
como há delinquentes dessa velha e poética língua de Camões! Mas fiquemos
tranquilos: um dia tudo dará certo, talvez em dez quinquênios, ou melhor, daqui
a cinquenta anos.
Lembremos, portanto, que Müller e
derivados se escrevem dessa forma, pois é vocábulo de origem estrangeira. Nunca
escrevam Muller.
Não temamos! Nesse velho mundo
cheio de lobos, há muitas alcateias, muita malícia, muita armadilha. Mas dia, os
que estiveram em garras de lobo, poderão viver asteroides, planetoides de
felicidades! Merecido!
Embora seja uma odisseia,
procurem saber que paroxítonas seguidas de ditongos abertos -éi e -ói perderam
o acento agudo que os seguia. Muito cuidado!
Não esqueçam: para ser herói ou
para termos heróis, havemos de conhecer os papéis de cada um na sociedade. E só
assim distribuiremos troféu ou troféus a quem merece. Saibam que oxítonas
finais serão sempre acentuadas, flexionadas ou não.
Magoo, abençoo, perdoo, voo, veem
e deem se escrevem assim. Por exemplo, não magoo a ninguém. Abençoo e perdoo a
todos, pois os que veem com o coração enxergam sempre à frente e alçam voos
para o infinito de suas ideias.
Ficamos por aqui. Por enquanto. Antes
que alguém me grite: para com essas ideias, rapaz! Pelo-me de medo de
importunar os outros. Pararei por aqui.
E de um polo a outro dessa fala,
não sei fico mudo, se me aquieto, se me tranquilizo ou se irei jogar polo, a
cujas regras desconheço. Pode isso? Acho que não pode. Para ser franco, acho
que nunca pôde!
Pedro Pernambuco. Pseudônimo de Simão Pedro dos Santos, professor da Universidade Severino Sombra Vassouras - RJ e do Centro de Estudos Integrados - Barra do Piraí - RJ.
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